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Tratamento da hanseníase é gratuito e efetivo no NUTES de São José dos Pinhais

Publicado em 23 de janeiro de 2018 às 15:29

A hanseníase tem cura! E quanto mais cedo identificada, mais rápido é o tratamento e o resultado. Qualquer suspeita, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua casa (Foto: Divulgação/PMSJP).

Todos os anos, no último domingo do mês de janeiro é celebrado o Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase, uma doença infecciosa, contagiosa, que afeta os nervos e a pele. Conhecida popularmente como lepra, essa doença tem cura. Em São José dos Pinhais o tratamento é gratuito e é realizado no Núcleo de Testagem e Aconselhamento em Saúde (NUTES).

“O paciente é identificado em qualquer serviço de saúde do Município. Se o médico desconfiar, faz o teste de sensibilidade e o encaminha para o NUTES”, explica Ivete Martins Villar, enfermeira e responsável técnica do NUTES. No NUTES, é feito uma entrevista para saber o histórico do paciente e também um exame específico chamado de coleta de linfa, um liquido que é retirado do lóbulo da orelha.

Se o resultado for positivo, imediatamente e começado o tratamento, que é feito via oral; por comprimidos; e tem duração de um ano. “Durante esse tempo, o paciente continua sendo acompanhado pelo NUTES”, conta Ivete. Atualmente, o NUTES tem 22 pacientes em tratamento. Segundo dados do boletim epidemiológico do NUTES, a maior incidência, neste momento, é no bairro Ipê. Apesar de haver portadores da doença no Município, a taxa é pequena em relação ao censo demográfico.

Transmissão

Conhecida como Lepra ou Mal de Hansen, a hanseníase é causada por uma bactéria (bacilos) chamada Mycobacterium leprae. No passado, os portadores dessa doença sofriam discriminação e isolamento por conta das deformidades no corpo. A transmissão da hanseníase acontece através dos pacientes sem tratamento, que eliminam os bacilos através do aparelho respiratório superior, como secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro, etc.

Já aqueles pacientes que estão em tratamento regular ou que receberam alta não são mais transmissores da doença. “É importante lembrar que a maioria das pessoas que entra em contato com um bacilo não desenvolve a doença. Apenas um percentual de 5% da população adoece”, conta Ivete. Fatores ligados a genética humana são responsáveis pela resistência à doença ou a suscetibilidade. “Por isso fazemos uma entrevista, porque se há casos na família, é mais fácil da pessoa desenvolver a doença. O período de incubação da doença é longo, podendo variar de três a cinco anos”, explica Ivete.

Sintomas

São vários os sintomas da hanseníase, como:

  • Sensação de formigamento, fisgadas ou dormência nas extremidades;
  • Manchas brancas ou avermelhadas, geralmente com perda da sensibilidade ao calor, frio, dor e tato;
  • Áreas da pele aparentemente normais que têm alteração da sensibilidade e da secreção de suor;
  • Caroços e placas em qualquer local do corpo;
  • Diminuição da força muscular (dificuldade para segurar objetos).

Janeiro roxo

Instituída pela Lei nº 12.135/2009, o Dia Nacional de Combato e Prevenção da Hanseníase, comemorado todos os anos no último domingo de janeiro, tem como objetivo principal chamar a atenção de autoridades e da sociedade em geral sobre a importância da prevenção e do tratamento adequado da doença.  “A cura é mais fácil e mais rápida quando a doença é diagnosticada rapidamente. Se o paciente fizer o tratamento corretamente as chances de cura são maiores”, informa Ivete.