(Texto: Alexandre Torres Jr / Foto: Paulo Szostak / Prefeitura SJP)

Evento internacional realizado na manhã da última segunda-feira (12) reuniu no município, profissionais de cinco países da América Latina que participam do simulado com o intuito de integrar e fortalecer o plano hemisférico de monitoramento e vigilância da produção bovina, ampliação comercial agropecuária e erradicação da doença.

Com todo o território nacional livre da Febre Aftosa, reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal – OIE, desde 2018, o Brasil iniciou uma nova etapa dirigida à implantação progressiva de zonas livres da doença sem vacinação e na manhã da última segunda-feira (12/agosto) São José dos Pinhais – SJP, realizou em parceria com o Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento – SEAB/PR, e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, a abertura oficial do ‘2º Simulado Conjunto de Contenção e Atenção ao Foco de Febre Aftosa no Brasil’.

Membros da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (ADAPAR) e da Defesa Civil do Paraná estavam presentes, o simulado acontece até o próximo sábado (17) e a abertura do evento foi realizada no salão de eventos do ‘La Dolce Vita Park Hotel’ em SJP.

Além de técnicos, servidores, funcionários de órgãos do Estado, do município e de outras regiões, o simulado recebe a participação de membros dos serviços veterinários da Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai e para representar os países do Mercado Comum do Sul – MERCOSUL e o Comitê Veterinário Permanente do MERCOSUL, o segundo simulado conta com a presença de José Hugo Fernandez.

Autoridades políticas e membros de conselhos também acompanharam a cerimônia de abertura, o secretário de Agricultura e Abastecimento da Prefeitura (Semag) Osmar Foggiatto e o prefeito Toninho Fenelon estiveram na solenidade.

“A integração de estratégias e ações desenvolvidas pelo plano de contingenciamento e erradicação da Febre Aftosa em solo nacional é fundamental para o Brasil e países da América Latina que exportam produtos de proteína animal para várias partes do mundo”, destacou o prefeito Toninho Fenelon.

Segundo o prefeito “a nova etapa de implantação progressiva de zonas livres de vacinação vai proporcionar ao mesmo tempo mais economia aos cofres públicos e desenvolvimento para o agronegócio com o aumento das exportações”, frisou Toninho.

Durante a semana estão previstas para acontecer além das apresentações sobre o tema e os trabalhos de orientação direcionada, exercícios práticos que vão testar o conhecimento dos participantes fortalecendo as ações de detecção precoce e respostas rápidas às emergências através do aprimoramento da capacidade técnica do serviço veterinário oficial brasileiro que busca o reconhecimento internacional.

Um ato normativo deve ser publicado em setembro, pelo Ministério da Agricultura, o status do Paraná poderá ser alterado para Área Livre de Febre Aftosa sem Vacinação e a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) pode reconhecer a condição do Estado em 2021.

Sobre a doença:

Causada por vírus, a Febre Aftosa é uma doença infecciosa que atinge bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos e suínos.

Altamente contagioso, o vírus pode ser transmitido pela baba do animal e pelo contato indireto através de alimentos, água, ar, pássaros e humanos que cuidam dos animais e que podem levar os vírus pelas mãos, roupas ou calçados, e infectar animais sadios.

Muito resistente, o vírus da Febre Aftosa pode resistir durante meses na medula óssea do animal, no pasto, na farinha de ossos e no couro.

No Brasil, a prevenção da doença acontece por meio de vacina obrigatória aplicada de 6 em 6 meses, a partir do terceiro mês de vida do animal e a vacinação é obrigatória a todos os criadores de animais.

(Foto: Paulo Szostak / Prefeitura SJP)
(Foto: Paulo Szostak / Prefeitura SJP)
(Foto: Paulo Szostak / Prefeitura SJP)
(Foto: Paulo Szostak / Prefeitura SJP)